Artista do Quirguistão teve diversos de seus murais vandalizados. Em desabafo, declarou: “Estou parando por aqui, melhor gastar tintas em novas obras.”
Os murais inspirados nas personagens de anime Reze, Makima e Frierem, feitos pelo artista Wodyone, foram vandalizados, e após a restauração no dia 7 de junho de 2026, foram vandalizados novamente um dia depois. As fotos dos rabiscos feitos por cima das artes foram amplamente compartilhadas nas redes sociais e deixaram fãs de anime e das obras revoltados. O artista revelou estar triste, pois grande parte das pessoas sequer teve a oportunidade de ver seu trabalho.
Assim como qualquer movimento, o pixo também tem suas regras não escritas, o que foi feito com Wodyone não segue nenhuma delas e não faz parte da cultura. Perseguir um artista apenas com o intuito de pregar o ódio e estragar outra obra de arte não agrega em nada à cultura de uma cidade, não conquista espaço e apenas gera ressentimento, principalmente quando se trata de símbolos de ódio e obscenos, como foi o caso.
Pixadores têm respeito pela arte de rua, independentemente do formato. Esses episódios foram provavelmente feitos pela mesma pessoa ou grupo, já que dá para ver que todos os murais foram estragados da mesma forma. Quem quer que tenha feito isso não possui qualquer noção do que é ter uma tag, escolher um local ou respeitar os demais artistas, possui apenas uma lata de tinta e uma mente vazia.
Esse tipo de atitude só serve para gerar ainda mais estigmas para quem curte e realiza arte de rua e intervenções, pois, quando vemos os comentários das diversas páginas que noticiaram o caso, vemos pessoas leigas no assunto, pedindo violência e humilhação para os pixadores, que não têm a ver com esse tipo de conduta.
Quem vive a rua sabe que não se pinta por cima de outras artes. Apesar de a pixação ser considerada vandalismo, existe uma mensagem, um autor e ética por trás das letras de difícil legibilidade. Quando se cobre um mural que precisou de tempo, técnica e materiais caros com rabiscos, suásticas e aparelhos reprodutores, aquilo não é, e nunca será, pixação, apenas intolerância.