O céu particular de Terno Rei 

Laís Espósito Araújo – Lançado no dia 15 de abril, o Terno Rei, que já havia feito sucesso e causado muito barulho na cena indie rock brasileira, inaugura, com o divertido e maduro Nenhuma Estrela, uma nova fase em sua trajetória musical. Com 13 faixas inéditas e uma bela capa assinada pelo artista Dan Funderburgh, a gravadora Balaclava Records emplaca mais um grande trabalho.

Antes de divulgar o álbum completo, a banda já havia dado um gostinho do que viria por aí com os clipes de Nada Igual e Viver de Amor. Com visuais relativamente simples e a presença dos integrantes Ale Sater (voz e baixo), Bruno “Sad” Paschoal (guitarra), Greg Maya (guitarra) e Luis “Loobas” Cardoso (bateria), as produções já somam mais de 200 mil visualizações no YouTube.

O Terno Rei não abandona suas raízes, os riffs melódicos e a batida indie clássica da banda ainda estão presentes, principalmente nas faixas Peito e Nenhuma Estrela. Mas é nas letras de 32 e Coração Partido que se percebe o amadurecimento do grupo, que cresceu junto a tantos jovens indies do país. Quem acompanha há muito tempo nota que eles evoluíram, e que crescemos com eles, talvez por isso esse disco toque tão fundo no peito.

Os feats do álbum são de peso: o lendário Lô Borges dá um toque especial a Relógio, faixa com gosto de fim de tarde e saudade. É a marca registrada do Terno Rei, a capacidade de despertar nostalgia de lugares onde nunca estivemos, mas onde gostaríamos de nos demorar.  

Atualmente, a banda está em turnê do disco, passando por mais de 20 cidades e festivais no Brasil e em Portugal. Na abertura dos shows, a também contratada da Balaclava Records, a banda pós-punk paranaense Jovens Ateus, mostra ser uma promessa para o futuro da cena indie.

O novo álbum é um sucessor à altura do aclamado Gêmeos, que, por sua vez, já havia substituído Violeta, com mais de 15 milhões de reproduções no Spotify. A banda segue em uma crescente de qualidade e expectativas. O título não poderia ser mais preciso. O Terno Rei pode não parecer com nenhuma estrela, mas, ainda assim, brilha mais que muitas.

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